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Maria Antonieta, de Sofia Coppola
Confesso: sou doida por filmes que retratam a vida antes do século XIX, tanto na nobreza quanto na plebe. E foi com empolgação que botei para rodar o dvd do filme Marie Antoinette, com Kirsten Dunst no papel principal.
Então, vamos ao fato. A princesa austríaca (na real, arquiduquesa) parte para a França, aos 14 anos, para se casar com o heredeiro do trono, que futuramente seria lembrado como Luis XVI. Sem entrar em detalhes do enredo da biografia, sinceramente, eu esperava mais do filme. Não noto solidez emocional ou a tensão psicológica que a história pede. A intenção do filme era de mostrar uma Maria Antonieta menos frívola, mas o que eu vi nela foi um show de futilidades e mais nada. Não passa de uma garota comum. Teve problema no início de seu casamento, pois seu marido não a tocava. Confesso que de início dei várias risadas mentais, pois achava que ele seria revelado um homossexual. Mas não, o garoto só tinha problemas de iniciativa sexual, nada demais. Entretanto eu achei o desenvolvimento desse fato crucial (sim, porque ficamos mais de uma hora do filme na função da não-consumação do casamento) foi por deveras esparsa. É um ‘bafafá’ na corte em volta da falta de sexo entre o rei e a rainha, e no fim basta o irmão de Antonieta ter uma simples conversa com Luís e logo na cena seguinte ele está montado em cima dela. Assim, sem mais explicações.
O ponto alto do filme são os figurinos e os cenários. Esplendidos. Perfeitos. Imperdíveis. Fiquei com a impressão de que a única função do filme é mostrar as roupas daquela época, já que a todo momento aparecem damas trocando seus vestidos e comprando sapatos.
Falar nisso é engraçadissima a cena em que a câmera foca a rainha trocando um par de sapatos azuis e ao lado aparece um PAR DE ALL STAR roxos e VELHOS! Demais, demais. Combinou com a trilha sonora do filme, que continha um rockizinhos teen de linha britânica. Música para teenagers e só. Aliás: Maria Antonieta é a completa garota-teen da realeza. Kirsten Dunst, apesar da rasa profundidade emocional de sua personagem, cumpre sua função com brilho e excelência.
Recomendo o filme só para pessoas que gostam de roupas e guriazinhas de 13 anos.
Obs: Nota para a cena sem-vergonha da traição da austríaca com um membro super-sexy do exército. Aquele acara me lembrou membros em potencial de banda de metal melódico. O que eu não entendi foi a função que essa traição teve para a trama, já que a mulher foi lá, deu, ele foi embora, e ficou por isso mesmo. Seria normal a não ser pelo detalhe de que a enrolação deles durava há anos até que chegassem aos ‘finalmentes’. Enfim, vai entender?

Por Garota Coca-Cola