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Abiogênese de Letras!

Basta baixar os dedos para que pequenas e rasteiras letras apareçam uma justaposta a outra. Com pequeno esforço se dá sentido a elas! Epidermicamente elas tocam e se alvoroçam entre barrinhas e pontinhos. Tentam achar o melhor formato, sentido e de-sentido. Porém, contudo, todavia: umas ficam egoístas e querem aparecer mais! Se repetir! Contudo, a repetição é o pecado do centrismo do ‘eu’. (Note que poderia ser usado ‘egocentrismo’ aqui, mas como elas tendem a cada vez ficar mais espertas, as letrinhas rasteiras aprendem a inovar!)
As letras de nadam servem se ninguém as ver! Imaginem o artista sem público? Coitado… Há como a letra ser melhor do que o artista. Este, caquético, não sobrevive ao tempo. Já a rasteirinha marota sobrevive! Agora, no vazio da matrix disseminada pelo mundo elas são quase imortais. O artista precisa da luz? Talvez… No sentido poético sim. Mas há quem leia e-books em seu quarto sob forte penumbra com a luz propagada de um CTR antigo, amarelado, jogando sombras sobre os dedos do alguém.Basta baixar os dedos para que pequenas e rasteiras letras dominem cada arfada de um pulmão. Cada sinopse de um nano segundo, cada gotejo sublevado do movimento. E! Elas novamente se tornam egoístas e fãs da multidão, fazendo a busca da frase perfeita. Tentando dar o final. Aquele que deixa o leitor com raiva, aquele que deixa quem as lê com o coração tocado. Aquele, burro, que não sabe variar o aquele! Tal letrinha busca deixar a sua interpretação aberta a tantas outras…

Mas aqui! Aqui… Aqui! Não alí… Aquí! Olhe em volta! Você está aquí! Com acento no í. Aqui você vai interpretar esses caracteres do jeito que quiser. Mas você estará tendenciado a ler a difamação de diversas obras de diversos domadores destas letrinhas rasteiras.
Fique a vontade, interprete a vontade. Logo logo a febre das letrinhas rasteiras e marotas irá te assolar. Logo logo.
Sejam bem vindos.

Por Fábio S.H.

 

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